A tendência BYOD

Bring your own device (BYOD), em tradução livre, significa “traga seu próprio dispositivo”. Dentro do contexto empresarial, engloba a compreensão de que cada funcionário pode acessar sistemas, softwares e dados da empresa por meio de seus dispositivos pessoais. Numa perspectiva de estrutura digital bem arquitetada, a prática considera a afinidade de cada pessoa com os equipamentos que possui e permite que isso reflita em maior produtividade no trabalho.

Gestores e departamentos podem e devem discutir com a TI da instituição sobre mudanças de comportamento, atualizações e novos formatos, uma vez que a tecnologia incorporada ao mercado de trabalho está em constante transformação. Compreender as tendências do BYOD significa reduzir as chances de imperícia no uso de equipamentos inadequados e garantir relações de confiança mais sólidas entre empregador e empregado.

As implicações dessa nova maneira de encarar o trabalho passaram por uma prova de fogo nos últimos dois anos. A obrigatoriedade do home office e da divisão de tarefas entre casa e trabalho trouxe à tona a urgência de adaptar modelos tradicionais. Mesmo contra a vontade, muitas empresas viram a adoção do BYOD como única opção para manter o funcionamento do negócio. Os formatos híbridos e até mesmo os formatos que voltaram a ser 100% presencial experimentaram modificações importantes na maneira como cada trabalhador se organiza individualmente.

Ao oferecer que as atividades profissionais sejam desenvolvidas de forma personalizada, a organização inclui na política trabalhista o poder de escolha dos colaboradores. Esse poder traz junto a responsabilidade por zelar pelos dados acessados durante o uso dos dispositivos, buscando evitar a má utilização destes e possíveis vazamentos de dados. Estabelecer normas internas de segurança da informação e regras de privacidade permite o controle e monitoramento das ações realizadas dentro e fora da empresa.

A mesma lógica vale para ambientes educacionais que tem necessidade de agregar os meios digitais ao ensino. Escolas e universidades já se adequaram para que materiais didáticos transitem entre diferentes dispositivos, quebrando paradigmas de que celular e sala de aula não combinam, por exemplo. As novas telas e interesses se tornam aliadas da educação, proporcionando que cada aluno construa as próprias possibilidades de estudo.

Conhecer e prever possíveis riscos na tendência BYOD pode auxiliar na relação entre a empresa e funcionários/escola e alunos. Ao decidir como os dispositivos pessoais farão parte da rotina, é fundamental traçar limites entre vida pessoal e vida profissional/educacional. Regras bem definidas sobre horários, acesso e transmissão de informações sigilosas também podem assegurar que não haja excesso de demandas fora do expediente, mantendo o espaço íntimo dentro do mesmo smartphone utilizado.

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